A Espanha venceu a Bélgica por 2 a 1 nesta sexta-feira (10), no SoFi Stadium, em Inglewood, na região de Los Angeles, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Fabián Ruiz abriu o placar aos 30 minutos do primeiro tempo, Charles De Ketelaere empatou para os belgas aos 41, e o meio-campista Mikel Merino, que tinha acabado de entrar em campo, decidiu o confronto aos 88, marcando pela segunda partida seguida o gol da classificação espanhola em cima da hora.
O resultado, confirmado pelo relatório oficial da Fifa sobre a partida, veio em um jogo de quartas de final marcado por baixas belgas. A seleção comandada por Rudi Garcia já tinha perdido o capitão Youri Tielemans, machucado durante o aquecimento e fora até da lista de relacionados para a partida. No segundo tempo, o time somou mais um desfalque grave: o goleiro titular Thibault Courtois deixou o campo com dor na coxa aos 71 minutos, sentido em uma cobrança de tiro de meta, e foi substituído por Senne Lammens.
Foi justamente Lammens o personagem central do lance decisivo. Aos 86 minutos, Merino entrou em campo no lugar de um companheiro de meio-campo, e dois minutos depois aproveitou um rebote do goleiro reserva belga em um chute de Pau Cubarsí para empurrar a bola para o gol vazio e definir o placar em 2 a 1.
Um final de jogo que já virou marca registrada
Autor também do gol decisivo nos acréscimos das oitavas de final, Merino repetiu a dose nas quartas e consolidou a fama de decisivo nos minutos finais desta edição da Copa. A Bélgica, que chegava embalada por uma sequência de dezoito jogos sem perder, teve boas chances de buscar um segundo gol antes do apito final, mas esbarrou na organização defensiva espanhola e, momentos depois, no próprio erro do goleiro reserva.
Com a vitória, a Espanha carimba passagem para a semifinal da Copa contra a França, marcada para a próxima terça-feira (14), na região de Dallas, no Texas. Antes de eliminar os belgas, os franceses garantiram vaga na semifinal ao superarem o Marrocos nas quartas, resultado detalhado na cobertura do confronto publicada no site.
Segunda semifinal da história, agora com retrospecto favorável pela frente
A classificação também tem peso histórico para a seleção espanhola. Antes de 2026, a Espanha havia chegado a uma única semifinal de Copa do Mundo em toda a sua trajetória, em 2010, campanha que terminou com o título inédito na África do Sul. A vaga conquistada agora contra a Bélgica representa, portanto, apenas a segunda vez que o país figura entre os quatro melhores times de um Mundial.
Já o retrospecto direto contra a França dentro de Copas do Mundo é ainda mais raro: as seleções se cruzaram uma única vez em Mundiais, nas oitavas de final de 2006, quando os franceses venceram por 3 a 1, com gol de Zinedine Zidane, e seguiram até a final daquela edição. Fora das Copas, porém, o retrospecto recente pende para o lado espanhol: a Espanha eliminou a França nos dois últimos confrontos diretos em mata-matas, a virada por 2 a 1 na semifinal da Eurocopa de 2024, em Munique, e o triunfo por 5 a 4 na semifinal da Liga das Nações de 2025, em Stuttgart.
Esse histórico recente ajuda a explicar por que a seleção espanhola chega confiante ao duelo direto contra os franceses, mesmo diante de um adversário apontado como um dos favoritos ao título deste Mundial. A Bélgica, por sua vez, lamenta o fim de uma trajetória construída sem o time completo em campo nas quartas de final, e volta as atenções para reconstruir o elenco visando o próximo ciclo.
A partida entre Espanha e Bélgica também reacendeu uma rivalidade antiga entre as duas seleções em mata-matas de Copa, iniciada há quarenta anos, nas quartas de final do México, como mostra a reportagem publicada às vésperas do confronto. Mais atualizações sobre a Copa do Mundo e o restante da fase eliminatória podem ser acompanhadas na cobertura de Futebol do site.



