As semifinais da Copa do Mundo de 2026 colocam frente a frente França e Espanha nesta terça-feira (14/07, às 16h de Brasília) e Inglaterra e Argentina na quarta-feira (15/07, no mesmo horário). O jogo das quartas de final já foi coberto pela reportagem nos últimos dias. O que ainda não foi medido é o peso histórico desse quarteto: pela primeira vez em 23 edições da Copa, os quatro primeiros colocados do ranking da Fifa antes do torneio chegaram juntos à fase semifinal. A Hora do Esporte cruzou títulos e aparições entre as quatro melhores seleções de cada Copa para colocar esse recorte em números.
O retrospecto das quatro semifinalistas
A tabela abaixo usa um critério simples e reproduzível: conta toda vez que a seleção terminou uma Copa entre as quatro primeiras colocadas (campeã, vice, terceira ou quarta colocada), somando a campanha de 2026, já garantida entre as quatro melhores. É o mesmo recorte usado pela própria Fifa ao descrever campanhas históricas de seleções no torneio.
| Seleção | Títulos | Aparições entre as 4 melhores | Último título |
|---|---|---|---|
| Argentina | 3 (1978, 1986, 2022) | 7ª vez (1930, 1978, 1986, 1990, 2014, 2022, 2026) | 2022 |
| França | 2 (1998, 2018) | 8ª vez (1958, 1982, 1986, 1998, 2006, 2018, 2022, 2026) | 2018 |
| Inglaterra | 1 (1966) | 4ª vez (1966, 1990, 2018, 2026) | 1966 |
| Espanha | 1 (2010) | 3ª vez (1950, 2010, 2026) | 2010 |
A campanha espanhola de 1950 é contabilizada com ressalva: naquela edição, o quarto lugar saiu de uma fase final em formato de grupo único, sem uma partida de semifinal propriamente dita. Ainda assim, Espanha, Uruguai, Brasil e Suécia terminaram aquela Copa como as quatro melhores equipes, critério adotado aqui para manter a comparação válida entre eras com formatos diferentes.
Quatro campeões num mesmo mata-mata é raro
França, Espanha, Inglaterra e Argentina já foram campeãs mundiais em algum momento. Isso faz da chave semifinal de 2026 apenas a terceira da história em que as quatro equipes remanescentes têm pelo menos um título no currículo. A primeira vez foi em 1970, com Brasil, Itália, Alemanha Ocidental e Uruguai. A segunda veio em 1990, quando Argentina, Alemanha, Itália e Inglaterra dividiram a fase final. Passaram-se 36 anos para o fenômeno se repetir.
O ineditismo do ranking da Fifa reforça esse recorte. Antes da Copa começar, Argentina, Espanha, França e Inglaterra ocupavam as quatro primeiras posições da lista oficial. Com a chave montada para que os melhores colocados só pudessem se cruzar a partir do mata-mata final, o resultado foi o encontro dos quatro favoritos exatamente na semifinal, algo que as 22 edições anteriores nunca haviam produzido.
Duelos que raramente aconteceram
O confronto entre França e Espanha também carrega uma curiosidade pouco lembrada: as duas seleções se enfrentaram em Copas apenas uma vez antes, nas oitavas de 2006, quando os franceses venceram por 3 a 1. Após 20 anos, esse será só o segundo cruzamento das duas potências europeias na história do torneio, agora numa fase bem mais decisiva.
Já Inglaterra e Argentina chegam para o quarto duelo em Copas, com histórico mais denso e polêmico: a eliminação inglesa nas quartas de 1986 (com o gol de mão de Maradona), o confronto das oitavas de 1998 (decidido nos pênaltis, após a expulsão de Beckham) e a vitória inglesa por 1 a 0 na fase de grupos de 2002. As duas seleções nunca haviam se cruzado numa semifinal até 2026.
O levantamento completo sobre os maiores vencedores do torneio, incluindo seleções fora deste quarteto, está disponível na cobertura de análise e dados do site. Mais comparações históricas da Copa do Mundo de 2026 seguem sendo atualizadas na seção de Análise & Dados da Hora do Esporte.



