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Chaveamento da VNL 2026 feminino: veja a chave

Veja como funciona o mata-mata da VNL 2026 feminina e o caminho do Brasil, hoje contra o Japão, até a final.

por Rafael Mendes 22 de julho de 2026 4 min de leitura
Seleção brasileira feminina de vôlei em quadra durante os Jogos Olímpicos do Rio 2016

Foto: Ricardo Arcanjo de Lima, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Brasil x Japão pela VNL 2026 abre hoje, quarta-feira (22/07), a fase mais direta da temporada: a partir de agora, cada seleção joga por eliminação. O confronto das quartas de final acontece às 8h30 (horário de Brasília), em Macau, na China, e marca o início do mata-mata que vai definir a campeã da Volleyball Nations League feminina. Entender o chaveamento completo ajuda a enxergar o que está em jogo além do placar de hoje: é o mapa que o Brasil precisa percorrer para chegar à final.

Como funciona a fase final da VNL

Ao contrário da fase de grupos, que classifica por pontuação ao longo de semanas, a etapa final é puro mata-mata. Oito seleções avançam para o formato eliminatório, disputado em uma janela curta na sede das Finais. A estrutura tem oito confrontos: quatro quartas de final, duas semifinais e as duas partidas de medalha, bronze e ouro. O cruzamento segue o critério clássico de chave olímpica, primeiro colocado da fase de grupos contra o oitavo, segundo contra o sétimo, terceiro contra o sexto e quarto contra o quinto, e quem perde uma vez está fora.

O chaveamento atual das quartas

O Brasil fechou a fase de grupos na terceira posição e caiu, pela ordem do chaveamento, contra o Japão, sexto colocado. É esse o jogo de hoje, em Macau, no East Asian Games Dome. Do outro lado da mesma metade da chave está o duelo entre Itália (2ª colocada) e Holanda (7ª), também nesta quarta, mais cedo, às 5h de Brasília. Ou seja, quem vencer Brasil x Japão hoje enfrenta na semifinal, sábado (25/07), o vencedor de Itália x Holanda. Para chegar à decisão, o time brasileiro precisaria passar por essas duas etapas antes da final de domingo.

Na outra metade do chaveamento, os cruzamentos são Turquia x Canadá (quinta, 23/07, às 5h) e Estados Unidos x China (quinta, 23/07, às 8h30), com a China entrando na briga por ser a anfitriã das Finais. Só depois das quartas dessa segunda metade fica definido quem o Brasil, se avançar até lá, encontraria numa eventual final.

Para quem quer relembrar o momento da lesão de Kudiess no meio do caminho, vale conferir o panorama geral do Brasil na VNL 2026, que reúne o retrospecto de ambas as seleções na fase de grupos.

Quatro vices e a caça ao título inédito

Um dado que costuma passar despercebido: o Brasil nunca venceu a VNL feminina. Desde a criação do torneio, a seleção chegou à decisão quatro vezes, em 2019, 2021, 2022 e 2025, e perdeu todas. É um retrospecto que pesa justamente porque o caminho até a final volta a passar, mais uma vez, por adversários de peso nas fases eliminatórias.

Quantas vitórias faltam a partir de hoje

Isso dá para quantificar. Contando a partir da bola rolando hoje contra o Japão, o Brasil precisa vencer exatamente três jogos seguidos para ser campeão pela primeira vez: a quarta de final de hoje, a semifinal de sábado e a final de domingo. Três eliminatórias, três resultados positivos necessários, sem margem para tropeço, já que é mata-mata puro. É a mesma conta que qualquer um dos outros sete times da chave também precisa fazer, mas para o Brasil ela carrega o peso extra de tentar romper uma sequência de quatro decisões perdidas seguidas.

O jogo de hoje na prática

Na quadra, Brasil x Japão de hoje funciona como a primeira dessas três provas. Um passo maior nesse contexto do que costuma ser um confronto isolado de fase de grupos, porque não existe amanhã em caso de derrota. Vencer hoje não garante nada além de manter viva a caminhada rumo ao topo da chave, mas perder encerra de vez a expectativa de título nesta edição.

O formato de mata-mata da VNL, com oito equipes e cruzamento fixo definido pela colocação na fase de grupos, traz ainda o retrospecto de pontos de cada seleção ao longo da temporada.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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