Para quem já está de olho no mercado e quer saber se o Arsenal vai mesmo contratar Vinícius Júnior, a resposta por enquanto é mais interesse do que negócio fechado. Segundo informações do jornal britânico The Telegraph, replicadas por veículos brasileiros nesta semana, o clube inglês monitora de perto a situação contratual do atacante e estaria disposto a rasgar seu próprio histórico salarial para tirá-lo do Real Madrid.
Não existe, até o momento, qualquer contato oficial entre as duas diretorias. O que existe é um cenário favorável ao Arsenal: o vínculo de Vinícius com o time merengue termina em junho de 2027, e as conversas sobre uma possível renovação ainda não avançaram de fato. O Real Madrid esperava o fim da Copa do Mundo de 2026 para retomar o diálogo com o estafe do jogador. A expectativa é que os dois lados só se sentem à mesa depois das férias do brasileiro.
Enquanto isso, o time londrino se movimenta nos bastidores. Segundo a reportagem britânica, o técnico Mikel Arteta trata o brasileiro como prioridade para reforçar o ataque na próxima temporada e vê nele o nome ideal para elevar ainda mais o status do time que acabou de ser campeão da Premier League. A cúpula do clube avalia que dinheiro não será obstáculo. A ideia é oferecer vencimentos superiores aos 400 mil libras semanais, cerca de R$ 2,7 milhões, que Vinícius já recebe em Madrid, o que tornaria o novo contrato o mais caro da história do Arsenal. Nenhum valor fechado, porém, foi divulgado publicamente até agora, e é preciso tratar esse número com cautela.
O Real Madrid, por sua vez, não pretende facilitar a saída de sua principal estrela ofensiva. Fontes espanholas apontam que o clube estabeleceu um piso de 160 milhões de euros, somando valores fixos e bônus por desempenho, apenas para aceitar sentar à mesa com qualquer interessado. É um recado direto ao Arsenal e a qualquer outro clube que tentar avançar sem uma proposta robusta.
Vale um dado que nenhuma das reportagens sobre o caso citou diretamente: o valor de mercado atual de Vinícius Júnior segundo o Transfermarkt é de 140 milhões de euros, atualizado em junho deste ano. O piso pedido pelos espanhóis, portanto, supera em 20 milhões de euros a avaliação de mercado do próprio atleta. É um indicativo de que o clube espanhol está jogando duro nos bastidores e não pretende abrir mão de graça de seu camisa 7.
A concorrência pelo brasileiro não se resume à Inglaterra, aliás. Clubes árabes vêm rondando o estafe de Vinícius com propostas salariais bilionárias vindas do Al-Ahli, da Arábia Saudita, incluindo cifras que teriam se aproximado da casa de 1 bilhão de euros ao longo de um contrato de vários anos. Até aqui, contudo, o jogador teria evitado se comprometer com uma saída para fora da Europa nesta fase da carreira, o que na prática reforça a Premier League como destino mais provável caso ele de fato deixe o Santiago Bernabéu.
O episódio também expõe como o mercado europeu de transferências segue aquecido em várias frentes ao mesmo tempo: enquanto um clube espanhol tenta blindar seu maior ativo, outros gigantes do continente também buscam reforços de peso para suas equipes, movimentando cifras que já ultrapassam a casa das centenas de milhões de euros somadas.
Por ora, é isso que existe de concreto: um interesse forte do Arsenal, sinalização de disposição financeira inédita para os padrões do clube e um jogador que ainda não decidiu o próprio futuro. Proposta oficial, confirmação de valores ou desfecho da novela contratual seguem em aberto. O Real Madrid, aparentemente, prefere represar qualquer movimento do mercado até resolver, para o bem ou para o mal, a permanência do brasileiro em seu elenco.



