O retrospecto entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner soma 17 confrontos, com o espanhol à frente por 10 vitórias a 7 depois da final de Monte Carlo. Sinner venceu o duelo mais recente por 7-6(5), 6-3, em 2h15 de jogo, disputado em 12 de abril de 2026 no Masters 1000 de saibro de Mônaco. O resultado reduziu a distância no confronto direto e devolveu ao italiano o topo do ranking mundial, posto que ele havia perdido justamente para o rival.
O troféu que devolveu o topo do ranking
Foi o quarto título consecutivo de Sinner em Masters 1000, número que iguala a marca alcançada por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic ao longo de suas carreiras. A sequência de vitórias seguidas do italiano em torneios da categoria chegou a 22, um recorte que evidencia o domínio construído fora dos Grand Slams, segundo apuração da CNN Brasil.
Com o troféu, Sinner retomou o número 1 do ranking mundial, somando 13.350 pontos contra 13.240 de Alcaraz, diferença de apenas 110 pontos, conforme informou o Correio Braziliense. O espanhol havia ocupado o posto por 22 semanas antes de perdê-lo justamente em Mônaco; o reinado anterior de Sinner no topo, por sua vez, havia terminado em 3 de novembro de 2025. A troca de liderança aconteceu em menos de seis meses.
Domínio na reta final
Sinner dominou o segundo set da decisão, vencendo os últimos cinco games seguidos para fechar o jogo depois de um primeiro set equilibrado, resolvido no tie-break. “Significa muito para mim… Estou muito feliz por vencer pelo menos um grande troféu nesta superfície”, disse o italiano depois da partida.
O que veio antes, no saibro
Alcaraz chegou à final embalado por 17 vitórias seguidas na superfície; sua última derrota no saibro havia sido em abril de 2025, em Barcelona, quase um ano antes de Monte Carlo. Já a última vitória do espanhol sobre Sinner, antes da decisão de 2026, tinha ocorrido em Cincinnati, em agosto de 2025, quando o italiano abandonou o jogo durante o primeiro set. Esse detalhe ajuda a explicar por que Monte Carlo foi tratado como o primeiro confronto completo entre os dois em quase um ano.
O confronto anterior entre os dois no saibro havia sido a final de Roland Garros de 2025, vencida por Alcaraz em cinco sets (4-6, 6-7, 6-4, 7-6, 7-6), depois de o espanhol salvar três match points. Foi a final mais longa da história do torneio, com 5h29 de duração, decidida por margem mínima: 193 pontos para Sinner, o perdedor, contra 192 do campeão. A diferença de um único ponto, em quase cinco horas e meia de jogo, resume o nível de equilíbrio que marcou o ano anterior a Monte Carlo.
Grand Slams: paridade nas decisões
Em 2025, Alcaraz e Sinner dividiram as três finais de Grand Slam que disputaram entre si. O retrospecto por decisão:
- Roland Garros 2025: Alcaraz venceu por 4-6, 6-7, 6-4, 7-6, 7-6.
- Wimbledon 2025: Sinner venceu por 4-6, 6-4, 6-4, 6-4.
- US Open 2025: Alcaraz venceu por 6-2, 3-6, 6-1, 6-4.
O equilíbrio se repetiu na temporada inteira: tanto em 2024 quanto em 2025, os dois dividiram igualmente os quatro títulos de Grand Slam de cada ano, dois para cada lado. Apesar disso, Alcaraz ainda lidera a soma histórica de troféus de Slam, como mostra a comparação completa entre as conquistas dos dois no Grand Slam.
A temporada de Sinner em 2026
Monte Carlo foi o terceiro título de Sinner na temporada. Antes da decisão contra Alcaraz, o italiano já havia conquistado o Sunshine Double de 2026, somando os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, o que elevou para quatro a sequência de troféus consecutivos na categoria. Com o resultado de Mônaco, o saldo do confronto direto ficou em 10 vitórias de Alcaraz contra 7 de Sinner, vantagem de apenas três partidas que resume dois anos de tênis equilibrado entre os dois.



