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Veja quem mais venceu o GP da Itália em Monza

Schumacher e Hamilton dividem o recorde de vitórias em Monza, com cinco triunfos cada, antes do GP da Itália de 2026.

por Rafael Mendes 20 de agosto de 2026 4 min de leitura
Vista ampla do Autódromo Nazionale di Monza, na Itália, mostrando a pista e as arquibancadas em foto de arquivo diurna (Foto de arquivo do autódromo de Monza, sem relação com uma corrida específica.)

Foto de arquivo do autódromo de Monza, sem relação com uma corrida específica. (Foto: Ank Kumar CC BY-SA 4.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Autodromo_Nazionale_di_Monza,_Italy_(Ank_Kumar)_02.jpg)

As voltas rápidas pelas duas curvas de Lesmos, encadeadas quase sem que os pilotos precisem levantar o pé do acelerador ao longo de boa parte da volta, cruzam o Autódromo Nazionale di Monza, e é ali que a Fórmula 1 volta a medir a própria história a cada nova edição do Grande Prêmio da Itália: Michael Schumacher e Lewis Hamilton dividem o posto de maiores vencedores da prova disputada no circuito italiano, cada um somando cinco triunfos conquistados ao longo de suas carreiras.

O confronto direto entre os dois nomes ganhou um capítulo à parte em 2018, quando Hamilton igualou o recorde de Schumacher em Monza, de modo que uma sexta vitória bastaria para colocá-lo isoladamente no topo da lista histórica do circuito antes mesmo de o Grande Prêmio de 2026 ser disputado, entre os dias 4 e 6 de setembro, no Autódromo Nazionale.

O traçado que recebe a corrida tem 5,793 quilômetros de extensão e é percorrido em 53 voltas, o que soma 306,72 quilômetros de disputa numa etapa que integra o calendário de uma temporada de Fórmula 1, sobre um asfalto no qual o recorde de volta pertence a Lando Norris, cravado em 1min20s901 durante a edição de 2025.

O Grande Prêmio da Itália foi corrido pela primeira vez em 1921, um ano antes de o Autódromo Nazionale ser inaugurado, erguido em apenas 110 dias e batizado, à época, como a terceira pista construída especificamente para corridas em todo o mundo, atrás somente de Brooklands e de Indianápolis. Foi naquele novo circuito que a prova passou a ser disputada a partir de 1922, ano em que Monza recebeu seu primeiro Grande Prêmio, realizado em 3 de setembro, dando início a uma relação que se estenderia por mais de um século de história compartilhada entre a pista e a categoria. Desde a criação do calendário mundial da Fórmula 1, em 1950, nenhum outro traçado recebeu tantas edições da categoria quanto Monza, que ficou de fora do calendário apenas uma vez, em 1980, permanecendo presente em todas as demais temporadas disputadas desde então.

Passar por Monza em alta velocidade exige acelerar a fundo em cerca de 80% da volta, sustentado por uma reta principal de 1,1 quilômetro na qual os carros chegam a frear de 350 km/h para 70 km/h já na entrada da Variante del Rettifilo, a primeira curva depois da linha de largada.

Além do empate em vitórias na pista italiana, Hamilton e Schumacher também dividem o recorde de sete títulos mundiais conquistados na Fórmula 1. Hamilton segue como o piloto com mais vitórias na história da categoria, somando 105 triunfos, e também detém o recorde de pole positions, com 104, enquanto entre as equipes é a Ferrari quem mais venceu o Grande Prêmio da Itália ao longo dos anos, com 20 triunfos acumulados.

A disputa por Monza ganhou um contorno particular a partir de 2025, quando Hamilton estreou pela Ferrari e correu pela primeira vez o Grande Prêmio da Itália vestindo o vermelho da escuderia italiana, justamente a equipe que mais venceu na pista ao longo da história. Antes disso, ainda pela Mercedes, o britânico já havia deixado sua marca no circuito em 2020, quando cravou a pole position com o que foi descrito à época como a volta mais rápida já registrada na história da Fórmula 1. Passados cinco anos entre um momento e outro, o mesmo piloto que quebrou recordes de velocidade em Monza pela Mercedes agora busca pela Ferrari a vitória que faltava para se isolar na liderança histórica do circuito à frente de Schumacher.

Entre as curvas rápidas de Lesmo e as frenagens fortes que antecedem a Variante del Rettifilo, Hamilton resumiu o que torna a experiência de pilotar em Monza tão particular: “The speeds we’re going through the Lesmos is pretty awesome”, disse o piloto britânico.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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